Resenha: Comer, Rezar, Amar

Por Bel Farias (Twitter @Bel_Larie)


Imagino que muitos de vocês aqui tenham ouvido falar ou assistido o filme Comer, Rezar, Amar, lançado em 2010 e com a Julia Roberts como protagonista.

Pois bem, eu ganhei o livro em 2009, depois de ficar encantada com a capa do livro e desejar por ele na mesma intensidade que uma criança deseja uma boneca linda na vitrine. Ganhei de presente de aniversário e iniciei a leitura no mesmo dia. A cada parágrafo e página, sentia-me ainda mais envolvida na história de Gilbert, a autora.

Muitas das vezes eu li no caminho de volta para casa, após às aulas na faculdade e como Gilbert tem um humor maravilhoso, me pegava sorrindo no ônibus e com todo mundo olhando com uma expressão estranha para mim, rs. Mas não ligo! Nós que adoramos a leitura entendemos o quanto esse universo é maravilhoso e nos faz feliz. 🙂

Voltando ao livro, não acho que seja uma história que agrada a todos os gostos. É intenso, dramático, longo. O fato de ter humor, ser inteligente e rico em detalhes culturais dos países que ela visita (Itália, índia e Indonésia), amenizam a leitura, deixando-a mais leve em alguns momentos.

O início e a Itália é onde as descrições são mais engraçadas; a Índia a parte mais dolorida, séria e, para muitos, a parte chata; e a Indonésia é maravilhosa, com um ar mais romântico e meigo.

Para quem só assistiu o filme, sinto dizer; Ele não tem praticamente nada parecido com o livro. Como sabemos, todo filme adaptado da leitura baseia-se na interpretação do roteirista/diretor do longa, o que distancia-se um pouco da compreensão (e intensidade!) que nós, leitores, temos com a obra escrita. Eu, particularmente, conhecendo tão bem o livro, porque já li 5 vezes (Isso, vocês não leram errado… Li 5 vezes! rs), não gostei do filme.

Eu sei que a princípio, só ao olhar, parece uma história de autoajuda. A própria narrativa segue esse passo em um determinado trecho, mas não de forma explícita. Mas, de verdade, não é. Essa impressão logo é desfeita e, se tiver em momento de sensibilidade, vontade de passar por um processo de desapego, amor à liberdade, curiosidade em relação ao mundo e apego as questões espirituais, vai gostar muito. Como eu. 🙂

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Comer, Rezar, Amar

O prazer mundano, a devoção religiosa e os verdadeiros desejos.

Elizabeth Gilbert estava com quase trinta anos e tinha tudo o que qualquer mulher poderia querer: um marido apaixonado, uma casa espaçosa que acabara de comprar, o projeto de ter filhos e uma carreira de sucesso. Mas em vez de sentir-se feliz e realizada, sentia-se confusa, triste e em pânico.
Enfrentou um divórcio, uma depressão debilitante e outro amor fracassado. Até que decidiu tomar uma decisão radical: livrou-se de todos os bens materiais, demitiu-se do emprego, e partiu para uma viagem de um ano pelo mundo – sozinha. “Comer, Rezar, Amar” é a envolvente crônica desse ano. O objetivo de Gilbert era visitar três lugares onde pudesse examinar aspectos de sua própria natureza, tendo como cenário uma cultura que, tradicionalmente, fosse especialista em cada um deles. “Assim, quis explorar a arte do prazer na Itália, a arte da devoção na Índia, e, na Indonésia, a arte de equilibrar as duas coisas”, explica.
Em Roma, estudou gastronomia, aprendeu a falar italiano e engordou os onze quilos mais felizes de sua vida. Na Índia dedicou-se à exploração espiritual e, com a ajuda de uma guru indiana e de um caubói texano surpreendentemente sábio, viajou durante quatro meses. Já em Bali, exercitou o equilíbrio entre o prazer mundano e a transcendência divina. Tornou-se discípula de um velho xamã, e também se apaixonou da melhor maneira possível: inesperadamente.
Escrito com ironia, humor e inteligência, o best seller de Elizabeth Gilbert é um relato sobre a importância de assumir a responsabilidade pelo próprio contentamento e parar de viver conforme os ideais da sociedade. É um livro para qualquer um que já tenha se sentido perdido, ou pensado que deveria existir um caminho diferente, e melhor.
Aclamado pelo The New York Times como um dos 100 livros notáveis de 2006 e escolhido pela Entertainment Weekly uma das melhores obras de não-ficção do ano, “Comer, Rezar, Amar” originou o roteiro do filme homônimo.

Título: Comer, Rezar, Amar
Autora: Elizabeth Gilbert
Editora: Objetiva
Número de Paginas : 399

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10 comentários sobre “Resenha: Comer, Rezar, Amar

  1. Eu assisti o filme primeiro (normalmente prefiro o contrário, mas os ingressos estavam lá e o livro estava com minha irmã q não tinha terminado rs). Gostei do filme e já me identifiquei com certas partes. O livro, sempre, é uma coisa diferente do filme, mas tb não achei tão distante assim um do outro. Mas de qqr forma eu adorei os dois, o livro eu sempre gosto mais, claro, mas gostei do filme tb.

  2. Oi! Gostei muito da resenha. Tem tempo que eu tô querendo esse livro, e a sua resenha só aumentou minha curiosidade.
    Eu gosto de livros assim, que tem partes engraçadas que você começa a sorrir do nada hehe

    Beijão

  3. Rayme Datsch disse:

    este livro é muito bom, li faz muito tempo… acho que logo que lançou
    nem lembro mais direito dele hahaha
    e tem uma outra capa dele tbm né?
    esta capa parece de livro de auto ajuda hahaha

  4. Onw, meninas, obrigada pelos comentários! Amanda, fico feliz que tenha gostado da resenha!
    Helana, para mim, sim, rs. Todo mundo que eu conheço e que tenha lido e assistido, preferiu o livro. Mas, faz parte. O filme tem seus momentos envolventes também! A trilha sonora, por exemplo, deu um toque mais especial!

  5. Menina, morro de vontade ler esse livro. Também acho linda a capa principalmente a cor. Toda vez que vou na rua, vou na loja que tem ele só pra olhar a capa, porque estou sem dinheiro para comprar hahahahahaha!

  6. Yohanna Elizabeth disse:

    Nossa! Só eu que nunca li esse livro, e muito menos assisti ao filme ? ><
    Eu já cheguei a quase lê-lo, porém na época eu não era tão chegada em livros ainda. (isso tem algum tempo, rs). Mas eu tenho muita vontade de ler esse livro, pois logo de cara o título nos chama a atenção. Eu acho que não assistiria ao filme, antes do livro, pois não gosto. Eu assistir um filme antes de ler o livro é certo: não lerei o livro, com certeza. Não consigo!
    Adorei a sua resenha! Deve gostar mesmo do livro, pois o leio cinco vezes, haha.

    Beijos

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