Resenha: Marina – Carlos Ruiz Zafón.

Quando você lê um livro de um autor que é fã, já sabe mais ou menos o que pode vir pela frente. Já sabe a qualidade da escrita, como flui suas histórias e mesmo sabendo disso tudo ele sempre te impressiona!
Carlos Ruiz Zafón foi uma das grandes surpresas da minha vida nos últimos três anos. Lembro de ter comprado A Sombra do Vento pela capa me apaixonei tanto por seus personagens que tudo que ele publicou fui atrás para saber mais.
Devo dizer a você caro leitor que nunca, nunca em toda a minha vi li um personagem tão bem escrito como Ruiz Zafón escreveu Daniel Sempere. De todos os livros que li até hoje, Daniel Sempere é o melhor personagem de todos. Muito me agrada saber que Sempere existe na mente de Carlos Ruiz Zafón e que ele está vivo de alguma forma dentro de todos aqueles que gostam de livros.
Li Jogo do Anjo e agora Marina.

Marina.
Carlos Ruiz Zafón.

 

Sinopse: o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões. É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Oscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora. Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo – uma mariposa negra – diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Oscar, o menino solitário que se apaixona por Marina (+)

Edição: 1
Editora: Suma de Letras
ISBN: 9788581050164
Ano: 2011
Páginas: 189
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Não sei por onde começar a resenha. Marina é um livro fino, uma diagramação tão simples que chega a ser sem graça (embora sua capa seja maravilhosa).

Óscar é um adolescente de 15 anos que vive na década de 1980 em um internato, um garoto extremamente inteligente que adora explorar Barcelona antiga – que aliás é um dos pontos forte do autor, ele explora muito bem as ruelas da cidade deixando seu leitor com uma vontade louca de conhece-la.
É um menino apaixonado, vive intensamente, curioso, impossível não compara-lo com Daniel Sempere em alguns aspectos.

Um belo dia Óscar sente-se envolvido por um casarão não muito longe do internato, uma voz linda saindo de lá e toda aquela antiguidade…Assustado com alguma coisa Óscar sai correndo de lá e sem querer leva um relógio consigo. É aí que começa toda a trama do livro.
O menino então faz amizade com os donos da casa, Marina uma linda menina misteriosa, ora rude, ora simpática e seu pai Germán, um homem que o tempo e a tristeza lhe roubou muita coisa.
Com Marina ele descobre outro Mundo que existe em Barcelona.
Certo dia os dois jovens vão a um cemitério e Marina apresenta a Óscar uma dama toda de preto eles começam a segui-la e não imaginam a confusão que iriam se meter…

Caro leitora a 1° vez que pesquisei sobre o autor descobri que Marina foi um romance que a duras penas conseguiu ser publicado e agora seu o motivo, descobri isso quando vi Marina e Óscar entrando em um lugar cheio de… Coisas estranhas.
Carlos Ruiz Zafón trabalha com uma trama totalmente sinistra, o autor nos apresenta também Mijal um homem maluco que acha que pode dar vida aqueles que já estão mortos, criando criaturas aterrorizantes.O leitor chega a arripar-se com tantos detalhes na trama, impressiona.

Óscar e Marina vão a fundo nessa história querendo saber de fato o que levou Mijal a fazer o que fez e porque tantas pessoas estão envolvidas.

Marina é um livro que envolve muitos gêneros e isso faz com que o leitor se prenda mais ainda na história. O final dele é incrível, quando me dei conta nas últimas páginas estava com lágrimas nos olhos e não acreditava no que estava acontecendo.
Ele é um livro triste e feliz ao mesmo tempo. Triste porque a vida de Óscar foi triste, mas feliz porque ele descobriu uma Barcelona que nem fazia ideia que existia.
Leiam Marina e surpreendam-se com uma leitura tão envolvente.

Bairro Gótico, Barcelona

Bairro Gótico, Barcelona


” Só as pessoas que têm algum lugar para ir podem desaparecer.” pág 07


“Ninguém entende nada da vida enquanto não entender a morte.” Marina, pág 25


“(…)Sempre pensei que velhas estações de trem são um dos poucos lugares mágicos que ainda restam no Mundo. Nelas misturam-se os fantasmas de lembranças e despedidas com o início de centenas de viagens para destinos distantes, sem retorno.” Se algum dia me perder podem me procurar em uma estação de trem.” pág 63


“A verdade não pode ser encontrada, filho. É ela que nos encontra.” Germán, pág 84


“(…)Aquele livro em branco que lhe dei de presente me acompanhou por todos esses anos. Suas palavras serão as minhas. Não sei se serei capaz de cumprir a promessa. Ás vezes duvido de minha memória e me pergunto se serei capaz de recordar o que nunca aconteceu.
Marina, você levou todas as respostas consigo.” pág 189

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10 comentários sobre “Resenha: Marina – Carlos Ruiz Zafón.

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