Pequenas Epifanias – Caio Fernando Abreu

Oie amores.. Tudo bem? O post de hoje é dedicado a uma figura que…. Infelizmente depois da sua morte e com a era da internet veio a fazer mais sucesso.

Pequenas Epifanias – Caio Fernando Abreu.

Sinopse:
Epifania é a expressão religiosa empregada para designar uma manifestação divina. Por extensão, é o perceber súbito e imediato de uma realidade essencial, uma espécie de iluminação. As crônicas escritas por Caio Fernando Abreu retêm essa qualidade, levam o leitor a enxergar, como num clarão, verdades bem escondidas. Este livro apresenta uma seleção dessas epifanias.

Edição: 1
Editora: Sulina
ISBN: 8520501222
Ano: 2006
Páginas: 208

 

Muito antes de da galera usar o Tumblr, do Twitter fazer referências a ele, de encher de fakes por aqui usando citações de Caio – eu já conhecia ele.
Sou rata de Biblioteca, deste meus 14 anos, ficava trancafiada em uma, descobri livros que poucos se interessavam – no qual era exatamente esses que me chamam atenção, em minha vasta lista estão Pequenas Epifanias, Morangos Mofados, ambos de Caio, Do Grotesco ao Sublime – Victor Hugo, uma obra maravilhosa que é ofuscada pelo sucesso dos Miseráveis, entre outros.

Ás vezes me pego pensando se as citações de Caio F. Abreu que a gente vê quase todo santo dia pela internet é algo positivo. Então eu chego a seguinte conclusão, se pelo menos 10% das pessoas que se dizem fãs dele pegarem um livro e gostarem, já é uma grande salvação. E isso não acontece só com esse grande poeta e escritor. Os textos de Tati Bernardi vão no mesmo caminho. Tem hora que até enjoa.
Mas porque todos gostam deles?
É simples,  falam de amor, falam da dor do amor, falam dos seus sentimentos, colocam no papel de forma simples e chama atenção do autor. E querendo ou não TODO MUNDO se viu ou se encaixa em uma situação citada por eles!!!
Então fica uma dica aí: se você gosta dos textos de Caio F. Abreu, pondere um pouco o que escreve dele!!! Todos vão agradecer.

Vamos ao que interessa. Eu escolhi Pequenas Epifanias, justamente por conta das citações vistas por ai. Na grande maioria elas saem desse livro fininho com textos maravilhosos e outra coisa – difícil de achar.
Esse livro junta muitos textos publicados em jornais, até um pouco antes da morte dele – para os leigos Caio F. Abreu morreu em 1996 por conta da AIDS deixando um material bem legal para seus leitores.
É um livro que ele fala muito do Rio Grande do Sul (ele era gaúcho), sobre quando ele descobriu a doença, sobre cidades, o amor intenso, sobre a vida intensa dele.
São textos curtos, não tem necessidade de você pegar o livro e ler do começo ao fim, o leitor tem a opção de poder escolher o que quer ler. É livro bonito, muito bonito – onde muitos acabam inspirando-se para publicar citações do mesmo em redes sociais.

Separei alguns trechos do livro que são mais citados entre os internautas. Não lembro exatamente qual edição do livro que eu tenho. Eu nunca achei Pequenas Epifanias para comprar e quando achava não tinha dinheiro 🙂 Fui de sorrateira na Biblioteca  e xeroquei o menino todo #falomesmo.
Vamos lá?

Deus – ou isso que chamamos assim, tão descuidadosamente, de Deus -, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma, pressa, de amor.” (Pequenas Epifanias, pag. 34 – 22/04/1986)

“Falamos uma tarde inteira. Ela era mais que linda. Era viva, sarcástica, tensa, confusa. Meio desmedida. E rainha” (Em Memória de Lilian, pág 15 -10/06/1986)

A perda do amor é igual a perda da morte. Só que doí mais. Quando morre alguém que você ama, esse amor – essa pessoa – continua vivo (a), há então uma morte anormal. O NUNCA MAIS de não ter quem se ama torna-se tão irremediável quanto não ter NUNCA MAIS quem morre. E doí fundo – porque se poderia ter, já que está vivo (a) Mas não se tem, nem se terá, quando o fim do amor é: NEVER.”  (Extremos da Paixão pág 21. 08/07/1986)

“… Porque esse talvez seja o único remédio quando ameaça a doer demais: invente uma boa abobrinha e ria feito louco, ria até parecer trágico perca o sentido e fique tão ridículo que só sobra mesmo a vontade de dar uma boa gargalhada…” (Deus é Naja pág 25 – 15/07/1986)

E se não vier, para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.” (Existe sempre alguma coisa ausente pág 92 – 03/04/1994)

“A vida grita. E a luta continua.”  (Hamburgo, 11 de Outubro de 1994 pág 104 – 18/09/1994)

Fica a dica para vocês. Beijinhos, até mais ♥

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Um comentário sobre “Pequenas Epifanias – Caio Fernando Abreu

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